Conscientes das mudanças da História e de que ninguém escolhe o momento de nascer, os antigos combatentes do Ultramar afirmam ter cumprido dignamente o seu dever numa época difícil, e então pouco esclarecida, e têm assim direito á compreensão, ao respeito e à solidariedade de todos os Portugueses.

A. Ferraz

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Discurso lido na atribuição da Medalha PDF Print E-mail

Em Março de 1982, fundou-se em Guimarães a Associação de Combatentes do Ultramar, mais tarde designada por Associação Nacional de Combatentes do Ultramar, liderada pelo Dr. Barroso da Fonte, alferes de operações especiais em Angola, como reação àqueles que então identificavam os combatentes do Ultramar como criminosos de guerra.

Por ideia dele, e agregando a iniciativa de mais associações congéneres, foi construído o Monumento Nacional, junto á Torre de Belém, junto ao Forte do Bom Sucesso.

 

Desde o inicio e ininterruptamente a associação edita e distribui trimestralmente um boletim que nos primeiros 18 anos foi denominado “Sentinela” e depois “A Voz do Combatente”.

Em 1996, alguns antigos combatentes deste concelho tiveram a ideia de constituir uma associação, mas entenderam por melhor formar um Núcleo daquela. Com o apoio da Câmara Municipal conseguiram espaço para a sua sede e rapidamente se notou o seu dinamismo.

Desiludido com a falta de apoios na terra da sua fundação, o Dr. Barroso da Fonte conseguiu, ao fim de dois anos, convencer a direção do núcleo para que a sede nacional viesse para Tondela.

Numa da visitas de cortesia e em companha eleitoral, os representantes dos partidos vieram ao quartel dos bombeiros de Tondela, e aí o Presidente da Direção de então, antigo combatente, propôs a questão da contagem do tempo de serviço militar para efeitos de reforma. A ideia terá sido aproveitada por um dos visitantes, Dr. Paulo Portas. A associação apesar dos magros resultados conseguidos, embrenhou-se durante anos nessa luta, acompanhada de outras associações, redigindo e discutindo um caderno reivindicativo que apresentou ao Ministério da Defesa e á Comissão de Defesa da Assembleia da Republica, e participou e promoveu algumas manifestações públicas.

Em 2002 o Município de Tondela assumiu a responsabilidade e custos da edificação e cerimónia de inauguração do Monumento Concelhio aos Combatentes. Nesse dia, o Ministro da Defesa de então e a associação assinaram um Protocolo de colaboração, que tem vindo a dar a esta os meios financeiros para o desempenho das suas funções. Acompanhar os combatentes na elucidação dos direitos que as leis das pensões lhes conferiam e divulgar os cuidados que o Ministério da Defesa proporcionava aos stressados de guerra, eram as tarefas principais previstas no Protocolo.

Mas era necessário ir mais longe: com instalações de boa qualidade na Escola da Feira, conseguiu ali no pátio edificar o posto clínico para o stressados de guerra. Depois de todas as licença obtidas e com o corpo clínico contratado e aprovado, finalmente em 30 de Julho último, o Protocolo inicial foi revisto e os antigos combatentes portadores daquela doença, para além dos de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga, poderão ter em Tondela as suas consultas.

A Nação e as Forças Armadas, no Dia de Portugal deveriam, desde há muito, dar o devido reconhecimento aos seus antigos combatentes. A Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar lançou a ideia, e desde há quatro anos, por deferimento do Sr. Presidente da República, os Veteranos do Ultramar, no Dia de Portugal, desfilam à frente das Forças Armadas.

Já em 2009 lançou a ideia e com as demais associações realizou o Congresso dos Combatentes que decorreu no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

Sob a divisa “ Honra aos mortos, Justiça para os vivos” promoveu a criação da Federação Portuguesa das Associações de Antigos Combatentes, lavrando-se a escritura de constituição nesta cidade em 2007.

Fazer do seu posto clínico um serviço eficiente e útil para os combatentes da nossa região afetados pelo stress pós-traumático de guerra, é agora o trabalho prioritário.

Dar à geração presente um testemunho do dever cumprido para com a Pátria, e continuar a honrar os seus mortos, quer os que caíram em combate, sejam aqueles que pela lei da vida a vão perdendo, e foram companheiros de armas, é também um dever que a ANCU vai cumprindo.

 

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