| Discurso lido na atribuição da Medalha |
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Por ideia dele, e agregando a iniciativa de mais associações congéneres, foi construído o Monumento Nacional, junto á Torre de Belém, junto ao Forte do Bom Sucesso.
Desde o inicio e ininterruptamente a associação edita e distribui trimestralmente um boletim que nos primeiros 18 anos foi denominado “Sentinela” e depois “A Voz do Combatente”. Em 1996, alguns antigos combatentes deste concelho tiveram a ideia de constituir uma associação, mas entenderam por melhor formar um Núcleo daquela. Com o apoio da Câmara Municipal conseguiram espaço para a sua sede e rapidamente se notou o seu dinamismo. Desiludido com a falta de apoios na terra da sua fundação, o Dr. Barroso da Fonte conseguiu, ao fim de dois anos, convencer a direção do núcleo para que a sede nacional viesse para Tondela. Numa da visitas de cortesia e em companha eleitoral, os representantes dos partidos vieram ao quartel dos bombeiros de Tondela, e aí o Presidente da Direção de então, antigo combatente, propôs a questão da contagem do tempo de serviço militar para efeitos de reforma. A ideia terá sido aproveitada por um dos visitantes, Dr. Paulo Portas. A associação apesar dos magros resultados conseguidos, embrenhou-se durante anos nessa luta, acompanhada de outras associações, redigindo e discutindo um caderno reivindicativo que apresentou ao Ministério da Defesa e á Comissão de Defesa da Assembleia da Republica, e participou e promoveu algumas manifestações públicas. Em 2002 o Município de Tondela assumiu a responsabilidade e custos da edificação e cerimónia de inauguração do Monumento Concelhio aos Combatentes. Nesse dia, o Ministro da Defesa de então e a associação assinaram um Protocolo de colaboração, que tem vindo a dar a esta os meios financeiros para o desempenho das suas funções. Acompanhar os combatentes na elucidação dos direitos que as leis das pensões lhes conferiam e divulgar os cuidados que o Ministério da Defesa proporcionava aos stressados de guerra, eram as tarefas principais previstas no Protocolo. Mas era necessário ir mais longe: com instalações de boa qualidade na Escola da Feira, conseguiu ali no pátio edificar o posto clínico para o stressados de guerra. Depois de todas as licença obtidas e com o corpo clínico contratado e aprovado, finalmente em 30 de Julho último, o Protocolo inicial foi revisto e os antigos combatentes portadores daquela doença, para além dos de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga, poderão ter em Tondela as suas consultas. A Nação e as Forças Armadas, no Dia de Portugal deveriam, desde há muito, dar o devido reconhecimento aos seus antigos combatentes. A Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar lançou a ideia, e desde há quatro anos, por deferimento do Sr. Presidente da República, os Veteranos do Ultramar, no Dia de Portugal, desfilam à frente das Forças Armadas. Já em 2009 lançou a ideia e com as demais associações realizou o Congresso dos Combatentes que decorreu no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Sob a divisa “ Honra aos mortos, Justiça para os vivos” promoveu a criação da Federação Portuguesa das Associações de Antigos Combatentes, lavrando-se a escritura de constituição nesta cidade em 2007. Fazer do seu posto clínico um serviço eficiente e útil para os combatentes da nossa região afetados pelo stress pós-traumático de guerra, é agora o trabalho prioritário.
Dar à geração presente um testemunho do dever cumprido para com a Pátria, e continuar a honrar os seus mortos, quer os que caíram em combate, sejam aqueles que pela lei da vida a vão perdendo, e foram companheiros de armas, é também um dever que a ANCU vai cumprindo. |